Cerca de 14 mil pessoas visitaram em 2008 o Memorial da Irmã Lúcia,
junto ao Carmelo de Coimbra.

          O corpo da religiosa encontra-se sepultado na Basílica de Fátima desde Fevereiro de 2006 e está em curso o processo para a beatificação da vidente, para o qual é considerada importante toda a correspondência escrita e recebida por si e que está a ser catalogada por quatro freiras do Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.
          Lúcia de Jesus e a sua vida continuam a questionar muita gente, tendo motivado a construção de um Memorial, onde se pode conhecer um pouco da sua actividade no Carmelo, espaço de clausura.

           No Memorial podem encontrar-se desde objectos pessoais, alguns usados no tempo das aparições (1917), outros ofertas papais, a fotografias da sua vida em clausura. Porém, é a réplica da cela onde viveu 56 anos e na qual faleceu que mais interesse suscita.

           "Sente-se algo especial que fala ao coração e que nem sempre se consegue definir", é o depoimento de muitas das pessoas que visitam o Memorial, umas por turismo, outras por curiosidade, mas "a maioria por devoção", contou hoje à Lusa a prioreza do Carmelo, irmã Maria Celina.
            A responsável considera que, "sendo tão pobres os objectos que ali se podem ver, é surpreendente que causem tanto impacto nos visitantes".

            Depois dos portugueses, os visitantes são sobretudo de Itália e da Irlanda, havendo também quem chegue de países como Argentina, Brasil, China, Estados Unidos da América, Cabo Verde, Congo, Filipinas, Hungria, Japão, Polónia ou S. Tomé e Príncipe.
            Ao longo da vida, a Irmã Lúcia correspondeu-se com milhares de pessoas, guardando muito do correio recebido - que "ela a princípio queimava".
            Metódica, anotava em agenda as cartas que recebia, os países de origem e as que escrevia.

            "Neste momento, estamos com muito trabalho para ordenar toda a correspondência que ela recebeu e guardou em cerca de 70 malas (de viagem) e aquela que nos vai sendo devolvida a quem a irmã Lúcia escrevia", afirmou a prioreza do Carmelo, referindo que o conteúdo das cartas "não será divulgado".
             Há também "uma grande quantidade de cartas com a notícia de muitas graças obtidas e atribuídas à intercessão" da irmã Lúcia.
             Todo o trabalho de catalogação da correspondência destina-se ao processo de beatificação da vidente e ocupa em exclusivo quatro irmãs, tendo inclusive obrigado à suspensão do fabrico das hóstias para a Diocese de Coimbra, acrescentou.

              Sexta-feira, será publicado o primeiro número de um boletim que pretende dar a conhecer a vida e graças concedidas pela Irmã Lúcia e outras informações do Processo para a Beatificação.

             O boletim terá periodicidade trimestral e será distribuído no final da missa presidida pelo Bispo de Coimbra.

Coimbra, 10 Fevereiro

Agência Lusa


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Nota: De 1 de Novembro a 1 de Abril
o horário da tarde é das 14.00H às 17.00H.

As marcações de visitas podem ser feitas pelo telefone 239781638
ou memorialirmalucia@carmelitas.pt