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Clausura da fase do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Irmã Lúcia

A sessão solene de clausura da fase do Inquérito Diocesano do Processo de Beatificação e Canonização da Serva de Deus Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado teve lugar no dia 13 de Fevereiro de 2017, dia em que se assinalava o 12º aniversário da morte da Serva de Deus, no Carmelo de Santa Teresa de Coimbra.

D. Virgílio Antunes, bispo da diocese de Coimbra, afirmou que esta sessão solene de clausura «era ardentemente desejada por muitas pessoas do mundo católico», porque a vidente, é «pessoa notória na história de Fátima».

Lúcia «gozou da fama de santidade», e a próxima fase deste processo passa pelo «envio à Congregação para as Causas dos Santos, onde se segue o processo romano», e desta forma há a «alegria do dever cumprido».

O Bispo de Coimbra agradeceu a todos quantos se envolveram no processo desde o papa Bento XVII ao Santuário de Fátima e ao Carmelo de Coimbra, Promotor da Causa, concluindo que “o inquérito que hoje se encerra é fruto de muito trabalho, generosidade e muito amor à Igreja”.

D. Virgílio Antunes explicou que estiveram envolvidos, entre outros, 2 bispos, 2 postuladores, 3 vice-postuladores, 8 pessoas que integraram a comissão histórica e 61 testemunhas. Dessas testemunhas, salienta-se 1 cardeal, 4 bispos e 34 leigos, cujas declarações e trabalhos resultaram num processo de 15.483 páginas, acomodadas em 19 caixas.

O postulador do processo, o Padre Carmelita Romano Gambalunga, afirmou «Bem-aventurados os puros de coração, Lúcia era mesmo isso, uma mulher de coração puro, com uma missão grandiosa no século XX».

O sacerdote Carmelita salientou na Irmã Lúcia «A sua grandeza, humildade; a simplicidade de se deixar guiar; a liberdade de espirito; a luz da oração; a alegria de se saber na graça de Deus». Por isso, concluiu afirmando que este era «um dia memorável».

Cada processo de canonização é composto por uma fase diocesana e outra romana. A que agora termina foi constituída pela recolha e estudo teológico dos inúmeros documentos escritos pela Irmã Lúcia: os livros publicados, o seu diário a que deu o título O meu Caminho, a vasta documentação epistolar e outros documentos inéditos. Simultaneamente, foram ouvidas várias pessoas que com ela conviveram e cujo testemunho nos forneceu dados fundamentais para traçar o perfil da vida e das virtudes da religiosa carmelita que foi, um dia, vidente de Fátima.

Todo este material, juntamente com os documentos relativos à sua fama de santidade, seguirá agora para a Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, onde se iniciará a fase romana deste processo, em que se estudará a vida e as virtudes da Irmã Lúcia.

Se, em conclusão desse estudo, se reconhecer na Irmã Lúcia o perfil de quem viveu a configuração com Cristo, o processo será apresentado ao Santo Padre que assinará o Decreto da Heroicidade das Virtudes, proclamando-a venerável. Se assim acontecer, ficará depois a faltar a aprovação de um milagre para a Beatificação e de um outro para a Canonização, terminando assim este processo.

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